Prezados clientes e parceiros.
A Intercuf informa que, em razão de mudanças significativas no cenário internacional —
especialmente após o início do conflito entre os Estados Unidos e o Irã — o preço e a disponibilidade do enxofre no mercado global sofreram elevações e volatilidade. Entendemos a preocupação que isso causa aos nossos clientes e gostaríamos de esclarecer as principais razões e as medidas adotadas pela Intercuf:
Causas do aumento e da volatilidade:
- Interrupções e riscos na cadeia de suprimentos globais: o conflito gerou aumento do risco geopolítico, impactando produção, embarques e rotas tradicionais de comércio.
- Pressão sobre oferta: restrições operacionais em regiões produtoras e ajuste na produção de derivados (refino/indústrias químicas) reduziram volumes disponíveis para exportação.
- Aumento dos custos logísticos e de frete: segurança, seguros e desvio de rotas elevaram custos de transporte e prazos de entrega.
- Demanda constante/alta por insumos industriais e agrícolas: mercados internos e externos mantêm demanda firme, pressionando os estoques.
- Prêmios de risco e variação cambial: o cenário geopolítico elevou prêmios exigidos por fornecedores e influenciou custos em moeda estrangeira.
Impacto do Estreito de Ormuz:
- O Estreito de Ormuz concentra uma parte substancial do embarque de petróleo e gás
natural liquefeito do Golfo Pérsico — aproximadamente 15%–20% do petróleo movimentado globalmente passa por lá — o que afeta diretamente a produção e o escoamento de derivados que geram enxofre como subproduto (processos de dessulfurização em refinarias e plantas de gás). - Considerando rotas e terminais do Golfo Pérsico, estima-se que uma parcela relevante do enxofre elementar e de produtos derivados (ex.: ácido sulfúrico, sulfatos usados na indústria e na produção de fertilizantes) destinados ao Ocidente e ao Brasil transite por rotas que incluem o Estreito de Ormuz. Em termos aproximados e sujeitos a variações por ano/contratos, esse fluxo pode representar algo na faixa de 20%–35% do comércio marítimo.
Seaborne relacionado a enxofre e seus derivados que abastecem mercados ocidentais.
- Para o Brasil, embora existam produção e fontes internas, uma fração significativa das
importações de enxofre e insumos sulfurados depende de fornecedores do Oriente Médio e de rotas marítimas que utilizam o Estreito de Ormuz. Estimamos que, em anos de maior dependência por falta de oferta local, entre 20% e 40% das necessidades importadas relacionadas a enxofre e produtos sulfurados possam estar vinculadas a fluxos que passam por essa região.
Observação: os percentuais acima são estimativas aproximadas — o volume real varia conforme a produção regional, estoques, contratos comerciais e desvios de rota em períodos de crise.
Medidas adotadas pela Intercuf:
- Diversificação de fornecedores e rotas logísticas para reduzir exposição a interrupções no Golfo Pérsico.
- Ampliação de estoques estratégicos, quando viável, e priorização de atendimento conforme acordos contratuais.
- Negociações intensas com parceiros globais e transportadoras para mitigar prêmios de risco e reduzir prazos.
- Otimização do planejamento de produção e entregas para minimizar impactos operacionais.
A Intercuf reafirma seu compromisso em continuar atendendo seus clientes com transparência e responsabilidade. Seguimos empenhados em buscar alternativas e minimizar impactos no fornecimento. Para esclarecimentos ou alinhamento comercial, contate seu representante ou nossos canais habituais.
Atenciosamente,
Diretoria — Intercuf
RODOVIA LIX DA CUNHA (SP 73), KM 08. BAIRRO DOS PEDROSOS – CAMPINAS -SP.
Fone: 19 99838-3402



